segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

As reticências...

E a minha grande história de amor hoje ganhou reticências...
Quando eu digo "grande história de amor" tem um fundamento!
Eu conheci essa pessoa em um intercâmbio em terras Irlandesas para aprender um novo idioma, ter uma nova experiência de vida e me abrir a novas oportunidades.
Foi um domingo. Estava saindo do banheiro da igreja quando aqueles olhos caíram em mim. Tentei convencê-lo a ficar, almoçar, conversar... Nada feito!
Dois dias depois aqueles olhos voltaram pra perto, dessa vez acompanhados de uma pergunta e um beijo muito do bem dado no rosto!
Uma semana depois era aniversário dessa pessoa no bar do lado da mesma igreja. Alguns goles de cerveja, um jogo de sinuca e uns abraços depois eu já estava conquistada para o que viria ser essa "grande história de amor"!
Meu intercâmbio chegou ao fim em agosto de 2012, o dele durou mais 10 meses. O tempo a distância foi difícil, mas depois de várias brigas, discussões, idas e voltas esse tempo foi superado, apesar de um término que não pode ser evitado.
Junho de 2013 essa pessoa aparece no aeroporto de Guarulhos. Alto, magro, barbudo, lindamente vestido, extremamente cheiroso mesmo depois de 15 horas de viagem.
Não resisti!
Me enfiei numa cena de filme romântico (e quem me conhece sabe que eu não muito da romântica!) e sai, literalmente, correndo e pulei de encontro ao abraço tão esperado por 10 meses!
15 dias depois dessa cena já estava namorando de novo. E por mais 18 meses essa foi a minha rotina! Finais de semana marcados com companhia, beijos e carinhos! O que mais eu poderia esperar pra mim?!
Infelizmente, nem tudo sai como esperamos e comecei a perceber algumas coisas com as quais não consigo lidar.
E foi aí que coloquei as reticências em minha história de amor.
Não tenho coragem de colocar um ponto final em uma coisa que foi tão boa e me fez tão bem por muito tempo.
O futuro pertence à Deus e, se as pendências individuais forem superadas, estou extremamente disposta a retomar minha grande história de amor que atravessou um oceano e está em pausa!
Espero saber respeitar tempos e sentimentos.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Reflexão sobre capoeira

Outro dia eu estava saindo da faculdade e tinha uma roda de capoeira na calçada bem na frente da escadaria. Achei aquilo tão legal que eu parei por uns minutos pra assistir. 
Fiquei pensando durante a apresentação: o Brasil tem uma cultura tão rica, por que a desprezamos tanto?
Claro que já assisti rodas de capoeira antes, mas eu ainda não tinha olhos viajados, não tinha olhos universitários, não tinha olhos de mestrado e muito menos, olhos críticos como os que tenho hoje. 
Sei que com esse olhar que tenho sobre as coisas hoje em dia, achei a capoeira tão bonita! É uma música envolvente, com movimentos precisos e tem uma camaradagem enorme quando uma nova pessoa quer jogar no lugar da anterior. Fiquei impressionada com como é possível prever o movimento que o outro vai fazer e não levar um chutão na cara!
Claro que aqui não estou falando sobre a religião por trás da capoeira, até porque eu não conheço nada dela! Mas acho q existem lições que podemos levar pra vida, principalmente sobre o limite dos outros e respeito ao próximo!
Fica aqui a minha reflexão!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Angústia é uma coisa engraçada, né? Pra não dizer trágica!
Ontem eu acordei relativamente bem e fui ler uma revista de bordo da TAM que meu trouxe do Rio. Nessa revista falava tudo sobre morar fora, desde curso de línguas, passando por faculdade famosas, até terminar em ano sabático.
Achei um monte de coisas legais e interessantes nessa revista, mas as ideias foram crescendo na minha cabeça de tal forma que foi me angustiando.
Tem tanta coisa que eu quero fazer da minha vida, que as vezes, como ontem, da medo de não conseguir fazer nenhuma delas. Pior ainda, me deu a sensação de que eu já não estou fazendo nada da vida e que eu a estou desperdiçando, perdendo meu tempo com atividades inúteis.
Mas o pior de tudo mesmo é não saber como consertar isso, como conseguir preencher minha vida de forma que essa sensação me abandone. Eu já sei que não quero continuar nesse laboratório fazendo a mesma coisa todos os dias com várias horas ociosas, mas e daí?! O que eu vou fazer depois que o mestrado acabar? Será que eu posso ficar para sempre só fazendo as coisas que eu tenho vontade e não me aprofundar realmente em nenhuma delas? Será que posso não ter uma carreira definida? Será que consigo me livrar dos comentários da sociedade capitalista onde o maior objetivo de vida é juntar dinheiro sem ter tempo de gastá-lo?
Algumas coisa eu já sei que quero fazer! Ufa!
Quero tentar trabalhar com fotografia, provavelmente como freelancer mesmo.
Quero trabalhar numa livraria, se for na Cultura, melhor ainda!
Quero trabalhar um tempo no Starbucks e tirar um certificado de barista.
E quero trabalhar como garçonete por uns meses.
Depois disso ou durante isso quero morar fora de novo, ainda não consegui me desvencilhar do sentimento de liberdade e de qualidade de vida muito maior que qualquer país mais desenvolvido me dá.
Vendo nessa revista da TAM sobre faculdades do mundo todo, fiquei com muita vontade de fazer algum curso qualquer em uma delas! Mas fazer outra faculdade vai me trazer felicidade? Fazer todas essas coisas que eu listei acima, vai me trazer felicidade?
Eu já escrevi aqui que felicidade é uma decisão, por que não consegui tomar essa decisão ainda?
Tenho certeza que enquanto eu não estiver me sentindo bem comigo mesma no presente, nada disso vai me ajudar, vai me fazer me sentir plena. Isso também me angustia, essa sensação de saber que as coisas estão erradas, mas não saber o que é necessário fazer para mudar.
Mais uma vez então: como fazer para consertar isso?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Novidades

Curiosamente 9 anos depois de fazer meu primeiro vestibular, voltei pra mesma faculdade e prestei mais uma vez essa prova que tantos temem.
Obviamente, eu passei! (A faculdade não é conhecida por ter os vestibulares mais fáceis! Devo acrescentar que é, na realidade, conhecida por ser muito fácil de passar em qualquer dos cursos!)
Mas é incrível como o sentimento de insegurança e de impotência diante desse obstáculo.
Fiquei nervosa antes da prova como se ainda tivesse 16 anos fazendo meu primeiro vestibular da vida! Fiquei ansiosa com a sensação de que eu não sabia nada e não lembrava de nada do que aprendi na época do colégio. E, realmente, só confirmei que não sei nada de matemática e física! Chutei as 6 questões dessas disciplinas e só acertei uma delas! Além disso, foi a primeira vez na vida que fiz uma redação com um número MÁXIMO de 20 linhas e achei ruim! Acho que fiquei um pouco prolixa ao longo desses anos!
48 horas depois da prova estava lá no site da faculdade que eu havia sido aprovada! Fiquei feliz!
Anos depois estou entrando em um curso de menor duração, que não tem absolutamente nada a ver com qualquer coisa que já fiz na vida, mas estou totalmente disposta a tentar!
Fazer e tentar coisas diferentes na vida é tão bom!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Casamento

"Can we be great together forever?"

Semana passada meus pais completaram 25 anos de casados e este foi, om certeza um longo caminho percorrido. Mas eles conseguiram, eles chegaram até aqui!
E eu fiquei me perguntando...
Será que algum dia eu vou chegar aos 25 anos de casada também?
Será que eu vou encontrar alguém que me aguente e eu aguente de volta por tanto tempo?
Será que eu desperdicei a minha chance?
Ou se eu ainda tenho chance, será que a gente se daria tão bem até depois de casados?
Eu sei que não são todos os dias bons, ainda mais em um casamento, mas será que eu vou ter vontade de sempre renovar os meus votos?
No sábado eu assisti um filme chamado "Blue Valentine". Ele fala de um casal que se conheceu quando jovem, a menina acabou engravidando e o cara resolveu que eles iriam se casar. O filme faz um paralelo de como eles se tratam no presente e como era quando eles se conheceram. E isso me fez pensar na frase que eu escrevi ali em cima. Acho que esse é um dos meus medos e por isso não consigo me decidir e me entregar totalmente em um relacionamento, principalmente, a distância. Porque eu quero casar com alguém com quem eu seja feliz, não sempre, mas constantemente. Alguém quem eu queira esperar chegar do trabalho, alguém a quem eu tenha vontade de ver no fim do dia e deitar na mesma cama toda noite e acordar sorrindo por saber que eu tenho a pessoa certa do meu lado.
Não tenho ilusões do tipo "príncipe encantado", até porque isso seria uma chatice, mas eu quero alguém que me queira bem, que cuide de mim e que queira voltar pra casa todos os dias.
Sou consciente de que isso é questão de escolhas, decisões e ações, mas e se as minhas escolhas forem as erradas? e se as decisões não forem com tanta convicção? e se eu não souber agir?
Tem tanta coisa pra decidir sobre o futuro, né?! Preciso aprender a entregar tudo isso nas mãos de Deus!

sábado, 12 de janeiro de 2013

A história de como foi hoje no ano passado!

Dá pra acreditar que já faz um ano desde a última vez que eu voltei pra Dublin?!
Hoje, um ano atrás, eu estava pousando em Dublin muito feliz, pois era exatamente onde eu queria estar.
Hoje, um ano atrás, eu estava chegando em Dublin meio chateada porque um dos meus maiores companheiros não estaria mais lá.
Hoje, um ano atrás, eu estava aterrissando em Dublin sabendo que muita coisa seria diferente, mesmo que eu estivesse voltando pra mesma cidade.
Hoje, um ano atrás, eu fiquei esperando a mãe da minha segunda família me buscar no aeroporto.
Hoje, um ano atrás, eu cheguei na minha casa com vários olhares suspeitos e presentes em cima da minha cama. Eu ganhei um creme para minha mão, um macaco de pelúcia (o nome dele é Jack Chocolate Barr), um boneco de neve de pelúcia e 4 fotos.
Hoje, um ano atrás, eu eu ganhei uma surpresa enquanto estava jantando miojo com almondegas numa cozinha totalmente desmontada por causa de um fogão novo.
Hoje, um ano atrás, eu recebi uma visita totalmente inesperada que mudou toda a minha estada em Diblin pelos últimos 7 meses que eu fiquei lá.
Hoje, um ano atrás, eu deixei essa visita inesperada bem triste, mas no dia seguinte eu consertei tudo de novo!
Hoje meu dia foi totalmente diferente de "hoje, um ano atrás". Hoje eu fiquei até as 5 da manhã conversando com essa visita totalmente inesperada do ano passado e ela não será mais uma visita tão cedo, dormi até as 2 da tarde, almocei, fui ao mercado, ainda tenho que lavar a louça do almoço e vou passar o resto da noite assistindo tv.
Como eu sinto falta de Dublin! Eu arrumaria uma mochila e mudaria, praticamente só com a roupa do corpo, de volta pra lá sem nem pensar duas vezes!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sentimentos


"Keep your feet on the ground when your head's in the clouds."
Por incrível que pareça eu tenho feito isso a minha vida inteira.Desde que eu comecei a responder por meus próprios atos eu nunca consegui realmente me entregar de corpo e alma pra nada.Eu vejo por aí fotos e posts dos meus amigos mostrando o quanto eles são extremamente felizes, o quanto eles amam o que fazem e cada vez eu percebo mais que foram raros esses momentos pra mim.Uma pessoa muito especial me disse uns dias atrás que eu não a conhecia na verdade, que ela sabia me interpretar e me entender bem mais do que eu jamais fiz com ela. E eu comecei a reparar que isso é verdade. Provavelmente ela decidiu sair da minha vida por um tempo por causa disso.Eu tenho me mantido em um lugar seguro por muito tempo, tenho me mostrado indiferente, ficado em cima do muro para um monte de coisas.Tenho percebido que eu faço parte da mesma igreja praticamente a minha vida inteira e eu ainda não consigo me sentir em casa lá, nunca consegui fazer um amigo verdadeiro de lá, não consigo reproduzir nenhuma aula da escola dominical que eu tive até hoje, não consigo lembrar de nenhuma das histórias da Bíblia que foi ensinada pra mim quando eu era criança. Como eu vou poder ensinar à meus filhos as verdades e os valores eternos, se nem mesmo eu sei? Como vou poder ensinar na escola dominical se nem eu sigo o que eu devo passar? Se eu não consigo sentar por meia hora que seja e ler um pedaço da Bíblia?Eu reclamo que as pessoas param de falar comigo do nada, mas eu também deixo de mandar mensagem as vezes. Eu estava chateada porque minha amiga não tinha tempo pra mim, mas quando foi que eu peguei o telefone e liguei pra ela pra saber se tava tudo bem? Tudo bem que desde que eu voltei de Dublin, das 4 vezes que a gente se viu, eu fui atras dela em 3 delas. Mas isso não significa que eu posso desistir, que eu posso deixar quieto. Essa mesma pessoa especial me disse que desisto muito fácil das coisas e é verdade. essa parte eu aprendi um pouco com a minha avó: "se não deu certo, chora muito no primeiro dia, chora um pouco no segundo e no terceiro já virou passado, levanta a cabeça e vai em busca de outra coisa". Mas eu aprendi a não me importar muito com as coisas por mim mesma, com os outros não se importando muito comigo o mesmo tanto que eu me importava. A única coisa é que agora me sinto fazendo exatamente o que fizeram comigo. Isso está certo?Não consegui me sentir apaixonada nem pela profissão que eu escolhi. Nunca achei nenhuma matéria que eu gostasse demais, daí eu entrei num estágio qualquer, pois eu precisava disso pra me formar. Não que eu não tenha gostado, mas não me apaixonei por ele. E agora eu vou começar um mestrado nessa mesma coisa que eu não estou apaixonada e morro de preguiça de acordar cedo, pegar o metrô, porque não é emocionante.Nem quando eu estava em Dublin eu me sentia completa, me sentia bem melhor do que aqui, com certeza. Tiveram vários dias até mesmo lá e como hoje que eu simplesmente não quis levantar do sofá ou da minha cama.Tudo o que eu queria era conseguir me entregar inteiramente pra alguma coisa. Assumir quem eu sou de verdade e não ter medo nem vergonha de admitir e viver as consequências disso. Eu tentei me empolgar nesse último natal, tentei fazer uma contagem regressiva pra ver se me animava, mas tudo o que eu consegui foi postar umas 3 fotos no facebook, montar duas árvores de natal e me sentir triste e sozinha na noite de natal, porque não consegui sentir o verdadeiro espírito de alegria que o natal traz.Will I ever feel alive?