terça-feira, 13 de maio de 2014

Reflexão sobre capoeira

Outro dia eu estava saindo da faculdade e tinha uma roda de capoeira na calçada bem na frente da escadaria. Achei aquilo tão legal que eu parei por uns minutos pra assistir. 
Fiquei pensando durante a apresentação: o Brasil tem uma cultura tão rica, por que a desprezamos tanto?
Claro que já assisti rodas de capoeira antes, mas eu ainda não tinha olhos viajados, não tinha olhos universitários, não tinha olhos de mestrado e muito menos, olhos críticos como os que tenho hoje. 
Sei que com esse olhar que tenho sobre as coisas hoje em dia, achei a capoeira tão bonita! É uma música envolvente, com movimentos precisos e tem uma camaradagem enorme quando uma nova pessoa quer jogar no lugar da anterior. Fiquei impressionada com como é possível prever o movimento que o outro vai fazer e não levar um chutão na cara!
Claro que aqui não estou falando sobre a religião por trás da capoeira, até porque eu não conheço nada dela! Mas acho q existem lições que podemos levar pra vida, principalmente sobre o limite dos outros e respeito ao próximo!
Fica aqui a minha reflexão!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Angústia é uma coisa engraçada, né? Pra não dizer trágica!
Ontem eu acordei relativamente bem e fui ler uma revista de bordo da TAM que meu trouxe do Rio. Nessa revista falava tudo sobre morar fora, desde curso de línguas, passando por faculdade famosas, até terminar em ano sabático.
Achei um monte de coisas legais e interessantes nessa revista, mas as ideias foram crescendo na minha cabeça de tal forma que foi me angustiando.
Tem tanta coisa que eu quero fazer da minha vida, que as vezes, como ontem, da medo de não conseguir fazer nenhuma delas. Pior ainda, me deu a sensação de que eu já não estou fazendo nada da vida e que eu a estou desperdiçando, perdendo meu tempo com atividades inúteis.
Mas o pior de tudo mesmo é não saber como consertar isso, como conseguir preencher minha vida de forma que essa sensação me abandone. Eu já sei que não quero continuar nesse laboratório fazendo a mesma coisa todos os dias com várias horas ociosas, mas e daí?! O que eu vou fazer depois que o mestrado acabar? Será que eu posso ficar para sempre só fazendo as coisas que eu tenho vontade e não me aprofundar realmente em nenhuma delas? Será que posso não ter uma carreira definida? Será que consigo me livrar dos comentários da sociedade capitalista onde o maior objetivo de vida é juntar dinheiro sem ter tempo de gastá-lo?
Algumas coisa eu já sei que quero fazer! Ufa!
Quero tentar trabalhar com fotografia, provavelmente como freelancer mesmo.
Quero trabalhar numa livraria, se for na Cultura, melhor ainda!
Quero trabalhar um tempo no Starbucks e tirar um certificado de barista.
E quero trabalhar como garçonete por uns meses.
Depois disso ou durante isso quero morar fora de novo, ainda não consegui me desvencilhar do sentimento de liberdade e de qualidade de vida muito maior que qualquer país mais desenvolvido me dá.
Vendo nessa revista da TAM sobre faculdades do mundo todo, fiquei com muita vontade de fazer algum curso qualquer em uma delas! Mas fazer outra faculdade vai me trazer felicidade? Fazer todas essas coisas que eu listei acima, vai me trazer felicidade?
Eu já escrevi aqui que felicidade é uma decisão, por que não consegui tomar essa decisão ainda?
Tenho certeza que enquanto eu não estiver me sentindo bem comigo mesma no presente, nada disso vai me ajudar, vai me fazer me sentir plena. Isso também me angustia, essa sensação de saber que as coisas estão erradas, mas não saber o que é necessário fazer para mudar.
Mais uma vez então: como fazer para consertar isso?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Novidades

Curiosamente 9 anos depois de fazer meu primeiro vestibular, voltei pra mesma faculdade e prestei mais uma vez essa prova que tantos temem.
Obviamente, eu passei! (A faculdade não é conhecida por ter os vestibulares mais fáceis! Devo acrescentar que é, na realidade, conhecida por ser muito fácil de passar em qualquer dos cursos!)
Mas é incrível como o sentimento de insegurança e de impotência diante desse obstáculo.
Fiquei nervosa antes da prova como se ainda tivesse 16 anos fazendo meu primeiro vestibular da vida! Fiquei ansiosa com a sensação de que eu não sabia nada e não lembrava de nada do que aprendi na época do colégio. E, realmente, só confirmei que não sei nada de matemática e física! Chutei as 6 questões dessas disciplinas e só acertei uma delas! Além disso, foi a primeira vez na vida que fiz uma redação com um número MÁXIMO de 20 linhas e achei ruim! Acho que fiquei um pouco prolixa ao longo desses anos!
48 horas depois da prova estava lá no site da faculdade que eu havia sido aprovada! Fiquei feliz!
Anos depois estou entrando em um curso de menor duração, que não tem absolutamente nada a ver com qualquer coisa que já fiz na vida, mas estou totalmente disposta a tentar!
Fazer e tentar coisas diferentes na vida é tão bom!